O futebol da fronteira viveu uma noite inesquecível. O Club Sportivo 2 de Mayo, equipe de Pedro Juan Caballero — cidade colada em Mato Grosso do Sul — escreveu um capítulo histórico ao eliminar o tradicional Alianza Lima na primeira fase da Copa Libertadores da América 2026.
E o feito tem sabor especial para o Brasil: o clube conta com forte torcida em Ponta Porã, que vibrou como se fosse título.
🌎 Um time da fronteira que representa dois povos
Pedro Juan Caballero e Ponta Porã praticamente dividem a mesma rua. A rivalidade esportiva dá lugar à integração cultural — e no caso do 2 de Mayo, a arquibancada mistura português e espanhol na mesma celebração.
O empate por 1 a 1 no Estádio Alejandro Villanueva, em Lima, garantiu a classificação dos paraguaios após vitória no jogo de ida. Resultado gigante para um clube que disputa sua primeira Libertadores da história.
Para muitos torcedores da fronteira, não é apenas um clube paraguaio: é o time “da casa”.
🔥 Jogo grande, postura gigante
O Alianza Lima tentou impor pressão desde o início. Teve pênalti na primeira etapa, mas parou nas mãos seguras do goleiro Ángel Martínez, que se transformaria no nome da classificação.
Na segunda etapa, Luis Advíncula abriu o placar para os peruanos aos 18 minutos. O cenário parecia encaminhar uma reação dos donos da casa.
Mas o 2 de Mayo mostrou maturidade. Após pênalti cometido em Delvalle, Brahian Ayala converteu com personalidade e empatou a partida aos 29 minutos.
A partir dali, resistência, organização e coração. Martínez voltou a aparecer em momentos decisivos e selou a vaga histórica.
📈 Impacto além do campo
A classificação coloca o clube de Pedro Juan Caballero na segunda fase preliminar, onde enfrentará o Sporting Cristal. Mas o significado vai além da próxima partida.
Para a região de fronteira, é uma afirmação simbólica: um clube estruturado fora dos grandes centros, com orçamento modesto, derrubando um gigante continental.
E para a torcida de Ponta Porã, que acompanha, cruza a fronteira e apoia de perto, é motivo de orgulho compartilhado.
🏆 Um feito para entrar na memória da fronteira
O 2 de Mayo não apenas avançou. Ele mostrou que a Libertadores também pertence aos times que crescem longe dos holofotes.
Da linha imaginária que divide Brasil e Paraguai, saiu um grito que ecoou pela América do Sul.
E na fronteira, ninguém dormiu cedo.