Campo Grande ultrapassa 300 milímetros de chuva em fevereiro e reforça combate às enchentes
A capital de Mato Grosso do Sul vive um fevereiro atípico. Campo Grande já ultrapassou 300 milímetros de chuvaneste mês — volume que se aproxima do dobro da média histórica para o período, segundo a Defesa Civil Municipal.
O acumulado elevado acendeu o alerta na Prefeitura, que intensificou tanto ações emergenciais quanto obras estruturais para reduzir os impactos à população.
🌊 Mais chuva, mais ocorrências
De acordo com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto, o cenário já reflete no aumento significativo das ocorrências.
“Temos observado muitas quedas de árvores e alagamentos de maior intensidade que no mesmo período do ano passado”, afirmou.
Somente em fevereiro, foram registrados 143 atendimentos relacionados às chuvas intensas.
🏗️ Obras estruturantes ganham protagonismo
O volume acima da média reforça a necessidade de modernização do sistema de drenagem urbana, especialmente diante da expansão da cidade.
Entre as principais medidas adotadas estão as bacias de amortecimento, estruturas que controlam o escoamento da água da chuva e ajudam a reduzir enchentes.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli:
- Duas bacias já foram ativadas desde 2023;
- Três estão em execução;
- Outras duas terão as obras iniciadas em breve.
🏙️ Intervenções em pontos críticos
Outras ações também foram executadas para minimizar os impactos das chuvas:
- Desassoreamento do córrego Imbirussu, na região do Zé Pereira;
- Obras de drenagem e pavimentação no Bosque das Araras;
- Limpeza do córrego Prosa, nas proximidades do Shopping Campo Grande.
As intervenções contribuíram para reduzir alagamentos recorrentes nessas áreas.
Além disso, empreendimentos com mais de 500 metros quadrados de área impermeabilizada só recebem autorização após implantação de sistema próprio de drenagem, exigência definida no processo de licenciamento ambiental.

🚧 Força-tarefa nas ruas
Paralelamente às obras estruturais, a Secretaria Municipal de Infraestrutura mantém uma força-tarefa para recuperação da malha viária.
Em média, 2,1 mil buracos são fechados diariamente na Capital.
Com o volume já acima de 300 milímetros e a previsão de continuidade das chuvas, o desafio agora é manter a cidade funcionando, reduzir danos e preparar a infraestrutura para eventos climáticos cada vez mais intensos.