O bilhete encontrado sobre a mesa do senador Flávio Bolsonaro durante uma entrevista à imprensa no Rio de Janeiro continua repercutindo no cenário político nacional — especialmente em Mato Grosso do Sul.
O papel, que trazia anotações manuscritas sobre estratégias eleitorais nos estados, continha a frase:
“Pollon (pediu 15 mi para não ser candidato)”
O nome citado é o do deputado federal Marcos Pollon, que se movimenta como pré-candidato ao governo do Estado ou ao Senado em 2026.
📝 Flávio reconhece autoria
Nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro confirmou ser o autor das anotações. No entanto, explicou que o papel foi deixado sobre a mesa enquanto concedia entrevista a jornalistas no Rio de Janeiro.
Segundo ele, o conteúdo não representava necessariamente seu posicionamento pessoal, mas sim “sugestões dadas por outras pessoas” durante discussões internas.
O senador não fez menção direta ao trecho que cita “pedir 15 milhões para não ser candidato”. Limitou-se a afirmar que o deputado não fez esse pedido a ele.
A declaração busca afastar a interpretação de que se trataria de uma acusação formal ou de uma posição oficial dentro do partido.

🎯 Pollon nega qualquer negociação
Marcos Pollon já havia negado qualquer tentativa de negociação envolvendo sua pré-candidatura. O parlamentar afirmou que a anotação não faz sentido e classificou o episódio como tentativa de desgaste político.
Ele também reiterou que está à disposição do grupo político e que sua definição eleitoral depende das articulações partidárias e do direcionamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
🔎 Contexto eleitoral no MS
O bilhete faz parte de um conjunto maior de anotações relacionadas à estratégia do PL nos estados. Em Mato Grosso do Sul, o partido discute apoio ao governador Eduardo Riedel e articulações para as vagas ao Senado.
Nos bastidores, o episódio é tratado como reflexo das tensões naturais de um período pré-eleitoral, marcado por negociações, projeções e disputas internas por espaço.